Partitura Encenada – Contato nos apresenta o mergulho no desafio. A meta é a mais pretenciosa possível: o devaneio de um novo instrumento musical a ser dançado. O bom de participar de um grupo como o Partitura Encenada é a certeza de que não ficaremos em nossa zona de conforto. No ano de 2020 o mergulho no desconhecido pareceu o mais seguro e promissor caminho a trilhar. E trilhamos, estamos trilhando, tateando novas descobertas e possibilidades. Com novos parceiros, colegas de devaneio, vamos em direção ao sonho de ter música emergindo dos movimentos em uma maneira nua, que flerte com o ilusionismo e com a poesia. Queremos descobrir o som de uma nova dança e os movimentos de uma nova música.


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Sabe quando você faz algo há tanto tempo – 10, 15, 20, 25 anos – e mesmo assim tem a sensação de que há algo que ainda precisa ser dito a respeito desse assunto? A sensação de que há ainda um mistério a se relevar, a ser completamente desvendado? Essa foi a motivação que deu origem à pesquisa Partitura Encenada. Ainda criança fui apresentado às músicas que estavam codificadas pelos símbolos da linguagem musical. Hoje, depois de uma estrada percorrida decifrando e ensinando ao meu corpo como fazer emergir as sonoridades e os sentidos contidos naqueles símbolos, a princípio frios, percebo a pertinência e as possibilidades ora apontadas por aquele incômodo, por aquela sensação primeira. Sob a sombra de uma grande árvore, olhando para cima e além, percebo sua imensidão, suas particularidades, suas possibilidades e, quiçá, seu crescimento que me ensina o lindo caminho a ser trilhado com descobertas e sensações que se renovam.


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Atualizado: 23 de Jul de 2020

De que modo a partitura musical pode constituir-se em dramaturgia para a cena coreográfica? Isto é, de que modo a partitura musical – e não propriamente a música - pode ser o ponto de partida para as investigações que acabarão por constituir o material sonoro, gestual e visual que compõe a cena coreográfica? Isso é possível? Será possível, assim, estabelecer novos caminhos metodológicos para a criação artística que coloquem em questão e inaugurem novas percepções a respeito das relações entre a música, a dança e a cena? E mais: o que as experiências estéticas resultantes de tais processos podem nos dizer acerca do papel de cada artista, músico ou bailarino, na concepção e realização da obra?

Buscar respostas para essas perguntas é o desafio lançado.


Para enfrentá-lo, porém, é necessário abandonar velhos hábitos, como o da criação coreográfica/ gestual tão somente motivada pelo estímulo sonoro, estabelecer uma aproximação singular com a partitura, seu código e o universo da composição musical, enxergando para além do texto, questionar a velha fórmula das performances com música ao vivo: o musicista toca/ o bailarino dança - o que também significa buscar um novo sentido para o tocar e o dançar, redimensionar, enfim, o ato de encenar.

A proposta do projeto Partitura Encenada consiste em sair do lugar comum, assumir uma certa ignorância e experimentar, experimentar, experimentar. Dar vazão à criatividade, à ousadia, à espontaneidade; ter um olhar atento e crítico às possibilidades emergentes capazes de orientar escolhas estéticas e metodológicas; ceder espaço ao novo, acolhendo-o e desejando interrogá-lo para, quem sabe, chegar a uma ou duas conclusões e multiplicar as questões.

Ao longo de 5 anos de atividades até aqui, as primeiras perguntas já se desdobraram em muitas mais, na medida em que as ações empreendidas foram resultando em espetáculos e obras músico-coreográficas, oficinas/ workshops e artigos ou pequenos ensaios.

Assim, o desafio inicial se transforma em uma fonte inesgotável de novos desafios, que alimentam e são alimentados por realizações e reflexões que serão o assunto deste blog.


Publicado por: Vanessa Tozetto em 15 de outubro de 2019




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